Este meu país alterou-se (ou ainda não sabe bem!) nos últimos dois dias. Instalou-se uma crise política a adicionar às crises económica e social já instaladas.
Ainda não se sabe o que irá suceder num futuro próximo mas sabe-se que, independentemente das decisões tomadas pelos responsáveis políticos em quem depositámos confiança através da expressão do nosso voto, quem por cá permanece poderá esperar um agravamento da sua qualidade de vida e maior incerteza quanto à concretização de objetivos.
Refletindo sobre a situação, senti algum alívio por me ter organizado para sair em e maior certeza sobre o que irei encontrar num futuro breve, consciente do desafio que me espera: das dificuldades de adaptação a uma nova vida; a uma nova nação com hábitos e costumes diferentes; e deixando cá toda a minha vida (em sentido lato).
A atual situação em que Portugal se encontra deu-me força para encarar a decisão de saída com maior otimismo pela certeza da falta de perspetivas e oportunidades em território nacional e a incerteza dos destino desta "caravela à deriva". Evito pensar no pior cenário, pois não o desejo para Portugal, por isso nem o verbalizo (escrevo).
Quanto à minha vida, não a quero à mercê das decisões dos Outros e tentarei dar rumo à "minha caravela" "contra ventos e marés.